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Comissão do Ministério da Economia aprova financiamento externo de US$ 230 milhões para AgroNordeste

Caju - Foto: Divulgação

O recursos virão do BID e da União para financiamento de ações, como melhoria da competitividade das cadeias produtivas no Nordeste e no norte do Espírito Santo e de Minas Gerais

A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério da Economia, aprovou projeto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no valor de US$ 230 milhões para financiar ações do AgroNordeste. Os recursos virão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sendo que US$ 40 milhões em contrapartidas da União, por um período de seis anos.

Elaborado pela equipe do AgroNordeste nos primeiros quatro meses do ano, o plano prevê aplicação dos recursos em ações de médio prazo para aumentar a competitividade das cadeias produtivas, inserção de assentados da reforma agrária na produção agrícola familiar e nos mercados de venda, regularização fundiária e ambiental, melhoria das condições sanitárias das atividades agropecuárias (por exemplo, na fruticultura) e realização de estudos em busca de inovações para os produtores rurais do Nordeste e do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais.

A ministra Tereza Cristina considera a “aprovação do pleito do Mapa uma boa notícia e um passo importante para a obtenção do financiamento”.

Lançado em outubro de 2019, o AgroNordeste tem como objetivo promover o aumento da competitividade da agricultura e da pecuária na Região Nordeste, assim como no norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e crescimento da renda dos agricultores.

O Mapa conta com vários parceiros para a execução das ações e metas comuns. Fazem parte da rede o Sebrae, Senar, Sistema OCB, Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil e Aneel, além das vinculadas do Ministério (Conab, Embrapa, Anater e Incra).

Em cinco estados, os planos de trabalho para a estruturação das cadeias produtivas prioritárias já foram concluídos. Os estados são: Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas, Maranhão e Sergipe. Em todos eles, já foram identificadas as regiões que compõem o primeiro conjunto de territórios prioritários, com as cadeias produtivas principais. Nesta primeira etapa, serão 12 territórios, com cadeias que vão da fruticultura irrigada à ovinocaprinocultura, passando pela apicultura, produção de camarões, mandiocultura e leite de vaca.

No último ano, o AgroNordeste apoiou ainda a continuidade de ações diretas e ações do Mapa. Entre elas, a adesão de mais estados nordestinos ao sistema de equivalência da fiscalização sanitária, a divulgação do Selo Arte para qualificação dos produtos artesanais, o lançamento dos programas Brasil Mais Cooperativo e Residência Rural pelos estados do Nordeste.

Os parceiros do Mapa também avançaram em suas ações. O Senar já contabiliza alguns milhares de produtores incluídos em grupos de assistência técnica e gerencial por cadeia produtiva, o BNB avalia projetos propostos dentro do seu programa Prodeter para as áreas-alvo do AgroNordeste e o Sebrae já se prepara para retomar as ações presenciais de apoio à agroindústria.

Ascom Mapa

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