Reunião realizada no aniversário de 180 anos da cidade fortalece articulação para resgatar um dos eventos mais simbólicos do Brejo paraibano
O município de Areia pode voltar a realizar um dos eventos culturais mais marcantes de sua história. Após cerca de 12 anos sem acontecer, o Festival de Artes de Areia voltou a ser pauta nesta segunda-feira (18), durante reunião promovida pela Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia (Atura), com representantes do Governo da Paraíba, entidades ligadas ao turismo, empresários e integrantes do trade cultural da região.
O encontro aconteceu na mesma data em que Areia celebrou seus 180 anos de emancipação política, dando ainda mais significado à discussão sobre o resgate do festival, criado na década de 1970 e lembrado por reunir música, teatro, dança, artes visuais, gastronomia e manifestações populares.
Durante a reunião, o secretário de Cultura da Paraíba, Pedro Santos, anunciou a destinação de uma emenda impositiva de R$ 200 mil para apoiar a realização do evento. O valor será somado à emenda já destinada pelo deputado estadual Eduardo Carneiro, totalizando R$ 400 mil previstos para viabilizar a nova edição.
Além dos recursos já anunciados, a Atura também avalia a participação no edital do ICMS Cultural, com o objetivo de ampliar o financiamento e garantir melhor estrutura para o festival.
A reunião contou com representantes da Fecomércio, Sebrae Paraíba, Presidente do Fórum de Turismo do Brejo, Secretaria de Cultura e Turismo de Areia, empresários dos setores de hotelaria e alimentação, além de integrantes do trade turístico local. O encontro foi considerado estratégico para fortalecer a economia criativa, gerar oportunidades e ampliar o fluxo de visitantes no município.
Reconhecida pelo patrimônio histórico, pela arquitetura preservada, pela tradição cultural e pela forte vocação turística, Areia vê na possível volta do Festival de Artes uma oportunidade de reafirmar seu protagonismo cultural no Brejo paraibano.
A expectativa é que as articulações avancem nos próximos meses para que o evento volte a integrar o calendário cultural da Paraíba, atraindo público de diversas regiões do estado e do Nordeste.
Alessandra Lontra


