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Caminhos do Frio chega a Solânea nesta segunda-feira (25)

Solânea (PB) - Foto: Divulgação

A Rota Turística/Cultural Caminhos do Frio começa nessa segunda-feira (25), e segue até domingo (31). No sábado terá show especial de Waldonys

A cidade de Solânea – a 130 km de João Pessoa – é a próxima parada do projeto Rota Turística/Cultural Caminhos do Frio. Após passar por Areia, Pilões e Matinhas, a Rota será aberta no teatro Jacob Soares Pereira, em solenidade prevista para começar às 19h, desta segunda-feira (25). Até domingo (31), a população e turistas poderão participar de uma série de eventos culturais, oficinas, debates e atividades esportivas. O destaque da programação será o show do cantor Waldonys, que vai acontecer no sábado (30), no palco armado na Praça 26 de Novembro.

Assim como aconteceu nas outras três cidades da região do Brejo, a Rota Turística/Cultural tem o objetivo de envolver a população das cidades por onde passa, e é uma excelente oportunidade que todos têm de, além prestigiar os shows, feiras de gastronomia e artesanato, discutir políticas públicas para o setor cultural, em debate que será realizado na sexta-feira (29), na Câmara Municipal da cidade. Outro debate importante, acontecerá também na sexta, com a participação do presidente do Fórum de Turismo do Brejo, Jaime Neto, quando será discutido o fortalecimento das instâncias de turismo de Solânea. O evento será promovido no Memorial Santuário de Padre Ibiapina, às 14h30.

Santuário da Fé Padre Ibiapina, em Solânea (PB) – Foto: Divulgação

Solânea é uma das cidade da Paraíba que tem a marca da religiosidade e um dos seus ícones é o Santuário Padre Ibiapina, idealizado pelo padre José Antônio Maria Ibiapina, que se formou em Direito, mas, aos 47 anos, decidiu entrar para o sacerdócio. O padre tinha conhecimento da situação de dificuldade que algumas pessoas viviam no município e assim decidiu ser suporte para todos.

O Santuário, um dos pontos turísticos mais visitados na região, está localizado onde originou-se a primeira casa de caridade do padre, que dava assistência a quem precisava. O santuário preserva a casa onde o padre viveu, um orfanato, uma creche e uma capela chamada de casa da caridade, local em que estão os restos mortais de Ibiapina e a sala dos milagres que exibem fotos e objetos de devotos que rezam ao padre que está em fase de canonização. Uma peregrinação que tem início na Igreja Matriz até o santuário, cerca de 15 km de um percurso atraiu aproximadamente 12 mil fiéis.

Igreja Matriz de Santo Antônio, em Solânea (PB) – Foto: Ale Lontra

Outro ponto importante para o Turismo religioso é a Igreja Matriz de Santo Antônio, que, em uma ação comunitária dos moradores de Solânea, se juntaram para edificar com seus próprios esforços a Igreja Matriz do município. O padre Pinto nomeou a igreja que exibe uma arquitetura gótica e é tombada pelo instituto do patrimônio histórico da Paraíba. A igreja traz a imagem de Nossa Senhora de Fátima na sua entrada e está localizada em frente à Praça 26 de novembro.

A cidade também apresenta algumas edificações antigas, como o Casarão Manoel Moreira. Segundo reza os moradores, no local residia o braço direito de Lampião, Manoel Moreira. O casarão é histórico desde o início da criação da cidade e possui mais de 60 anos. Há um espaço que abriga um oratório, que conta a história, servia para esconder as armas das rondas policiais, em um local seguro. Há também quem diga que o casarão é mal assombrado, pois houve relatos de barulhos estranhos, vozes até do próprio Manoel.

A natureza também está muito presente no município, como atrativo turístico. Um desses lugares se destaca a Bica da Mata, também conhecida por Bica do Cano, uma área pública e está sempre disponível para visitação. Para chegar até a Bica, as pessoas precisam trilhar um caminho demarcado de mata fechada e de chão escorregadio em uma caminhada de aproximadamente 400 metros, ideal para quem pratica o turismo de aventura. A água da Bica é cristalina.

Outro atrativo é a Trilha das Pedras das Pinturas, que registram as pinturas rupestres feitas por índios. As pedras levam os estudiosos a crer que estão ali por volta de 5 mil anos e o que chama ainda mais atenção de todos, estudiosos, historiadores e visitantes, são as pedras que compõem o local. O empilhamento rochoso deixa há muito tempo os olhos de quem vê em dúvida, se é uma formação natural ou se foram colocadas através de homens que arquitetaram de forma inexplicável as pedras uma em cima da outra.

Ascom PBTur

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